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Impermeabilização, drenagem e instalações de proteção evitam umidade ascendente

Atingindo as edificações por meio de baldrames e fundações, o problema já manifestado só pode ser resolvido com a retirada de revestimentos

Texto: Gabriel Bonafé

A umidade ascendente é um termo utilizado na construção civil para indicar infiltrações por capilaridade da água presente no solo em pisos e paredes. “Ela atinge o edifício através dos baldrames e fundações”, aponta a engenheira civil Virginia Pezzolo, diretora técnica da PROASSP Assessoria e Projetos.

Esse tipo de infiltração é um fenômeno natural, que ocorre devido à tensão superficial da água e de forças químicas de adesão entre a substância líquida e os elementos sólidos. “Os poros dos solos, que são pequenos e interconectados, formam espécies de tubos capilares”, explica Renato Salles Cortopassi, diretor da Kali Engenharia.

Dessa forma, a água pode percorrer os poros do solo até encontrar a fundação da edificação, que vai dar continuidade ao processo se não houver soluções adequadas, como impermeabilização, drenagem e instalações de proteção.

umidade-por-capilaridade
A umidade ascendente provoca manchas escuras e degradação da pintura nas paredes
(Waraphon.Siritakan/ Shutterstock.com)

PREJUÍZOS PARA A EDIFICAÇÃO

Caso a umidade ascendente aja nas fundações da edificação, ela também atingirá os poros das alvenarias, o que gera prejuízos ao acabamento. “As águas provenientes do solo contêm sais dissolvidos que se cristalizam, provocando manchas escuras, degradação da pintura e destacamento dos revestimentos”, cita Pezzolo.

As águas provenientes do solo contêm sais dissolvidos que se cristalizam, provocando manchas escuras, degradação da pintura e destacamento dos revestimentos
Virginia Pezzolo

A infiltração se manifesta em alturas variáveis, em função das condições de umidade do solo, da interconectividade e da dimensão dos poros dos materiais construtivos e do solo. “Normalmente, variam entre alturas de 0,75 a 1,00 m”, calcula a engenheira civil.

COMO EVITAR A UMIDADE ASCENDENTE

A principal medida para proteger as edificações contra a umidade ascendente consiste em impermeabilizar os elementos de fundação, paredes e pilares que estão contato direto com o solo. “O sistema de impermeabilização a ser adotado poderá variar em função das premissas de projeto”, aponta Pezzolo.

“Em grandes edificações, deve-se utilizar cristalizantes integrais ou cristalizantes de profundidade na concretagem de todas as peças estruturais em contato com o solo, como piso do último subsolo, cortinas, blocos e vigas baldrame”, especifica Cortopassi.

Em grandes edificações, deve-se utilizar cristalizantes integrais ou cristalizantes de profundidade na concretagem de todas as peças estruturais em contato com o solo, como piso do último subsolo, cortinas, blocos e vigas baldrame
Renato Salles Cortopassi

Já em obras de menor porte, como residências unifamiliares, é possível executar uma camada de brita ao fundo e na lateral dos elementos estruturais, dispensando soluções de impermeabilização — elementos profundos requerem impermeabilização apenas nos blocos de coroamento, e sapatas não comportam esse tipo de solução.

Caso o lençol freático atinja a edificação, é necessária uma drenagem profunda, como trincheiras drenantes junto às paredes. Outra solução necessária, ainda, são as instalações de proteção, como calhas e rufos para evitar empoçamentos nas imediações da edificação.

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COMO TRATAR UMIDADE A ASCENDENTE

Caso a umidade ascendente já tenha se manifestado na edificação, é necessário retirar os revestimentos para executar o devido tratamento. “No caso das paredes, após retirar toda a argamassa de reboco úmida, é necessário aplicar cimento polimérico em toda a região para impedir que a umidade chegue até nova massa, que será aplicada só quando a superfície ficar bem seca”, revela Cortopassi.

“Também podem ser adotados sistemas pré-fabricados de drenagem pela face interna das paredes com pequena espessura (entre 3 e 8 mm), que permitem a execução de argamassa ou massa corrida diretamente sobre o mesmo, impedindo desta forma a passagem da umidade”, acrescenta Pezzolo.

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Colaboração técnica

Renato Salles Cortopassi – Diretor da Kali Engenharia, atua há mais de 30 anos na área de patologia das edificações. Elabora projetos de reforço e recuperação de estruturas, fundações e contenções. Faz avaliação técnica de projeto (ATP) de estrutura e fundações. Foi presidente por dois biênios da ABMS (Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica).
Virginia Pezzolo – Formada em Engenharia Civil pela na Escola de Engenharia Mauá. É diretora técnica da PROASSP Assessoria e Projetos.
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